Durante a gravidez, muitas mulheres têm dúvidas sobre o que pode ou não ser feito para proteger o bebê. Entre esses cuidados, a vacinação costuma gerar questionamentos importantes. Afinal, quais vacinas são seguras nesse período? Quais delas realmente ajudam na proteção da gestante e do recém-nascido?
Com as orientações corretas, a vacinação se torna uma grande aliada na saúde da mulher e do bebê, desde os primeiros meses de vida. Por isso, entender o que é indicado em cada fase da gestação é essencial.
Por que se vacinar na gestação?
Durante a gravidez, o sistema imunológico da mulher passa por mudanças naturais. Essas alterações aumentam a suscetibilidade a infecções que, em alguns casos, podem trazer complicações graves.
A vacinação ajuda a prevenir doenças que colocam em risco tanto a saúde da mãe quanto a do bebê. Além disso, os anticorpos produzidos pela gestante atravessam a placenta e oferecem proteção ao bebê nos primeiros meses de vida. Esse processo, conhecido como imunização passiva, contribui para um início de vida mais seguro.
Quais vacinas são indicadas?
O Ministério da Saúde orienta que algumas vacinas devem ser aplicadas durante a gravidez, de forma segura e estratégica:
- A vacina contra a gripe (influenza) pode ser administrada em qualquer fase gestacional. Ela evita complicações respiratórias e hospitalizações.
- A dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, costuma ser recomendada a partir da 20ª semana de gestação. Dessa forma, o bebê já nasce com uma proteção importante contra a coqueluche e Covid.
- A vacina contra hepatite B entra no calendário para gestantes que ainda não foram imunizadas. Ela previne doenças hepáticas que podem ter consequências a longo prazo.
- A vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes a partir da 24ª semana de gestação, para proteger os bebês contra doenças graves como bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida.
- A vacina contra a COVID-19 é recomendada e segura para gestantes, pois reduz significativamente o risco de prematuridade e morte fetal, além de não apresentar riscos para os bebês
O obstetra avalia cada caso individualmente e define o esquema vacinal mais adequado para a paciente.
Quais vacinas devem ser evitadas?
Embora algumas vacinas sejam recomendadas, outras não devem ser aplicadas durante a gravidez. Isso ocorre, principalmente, com vacinas que utilizam vírus vivos atenuados. Entre elas, estão:
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
- Vacina contra catapora (varicela)
- Vacina contra HPV
Essas vacinas devem ser tomadas antes da gestação, preferencialmente durante o planejamento da gravidez. No entanto, se a mulher for vacinada sem saber que está grávida, o acompanhamento médico continua sendo o melhor caminho. Nesses casos, o obstetra avalia cuidadosamente e oferece suporte individualizado.
A importância do acompanhamento médico
Cada gestação é única. Por isso, contar com o olhar atento do obstetra permite esclarecer dúvidas, alinhar expectativas e seguir um plano de vacinação personalizado.
Esse cuidado reforça a segurança da gestante, ajuda a prevenir complicações e promove uma experiência mais tranquila. Estar bem informada é o primeiro passo para fazer escolhas com confiança — e a vacinação faz parte desse processo.
Para esclarecer dúvidas e receber uma orientação individualizada sobre o seu caso, você pode agendar uma consulta com o Dr. Leonardo Rezende.
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