O ultrassom transvaginal com preparo intestinal é um exame que gera muitas dúvidas entre as pacientes. Por isso, é importante esclarecer em quais situações ele é solicitado e qual é a diferença em relação ao ultrassom transvaginal tradicional.
Quando o preparo intestinal é necessário?
Embora o ultrassom transvaginal seja um exame rotineiro na ginecologia, em algumas situações ele precisa de um preparo específico para oferecer imagens mais nítidas. Isso acontece especialmente quando há suspeita de endometriose profunda. Essa condição pode acometer regiões da pelve próximas ao intestino, como o fundo de saco posterior, os ligamentos uterossacros e o septo retovaginal. Nesses casos, a presença de fezes e gases pode dificultar a visualização adequada.
O preparo intestinal tem como objetivo reduzir esses resíduos e permitir uma avaliação mais detalhada das áreas comprometidas. Com isso, o médico consegue observar aderências, nódulos ou infiltrações com maior precisão, o que é fundamental para o diagnóstico e para o planejamento terapêutico, principalmente em casos que exigem cirurgia.
Como é feito o preparo intestinal?
O preparo intestinal é simples e seguro. A paciente recebe orientações específicas do seu médico, que geralmente incluem dieta leve no dia anterior e uso de laxativos suaves, conforme necessidade. O jejum também pode ser indicado, dependendo da abordagem do exame. Todo o processo é pensado para ser o menos desconfortável possível, com o objetivo de obter imagens de qualidade.
O exame dói?
Não. O ultrassom transvaginal com preparo intestinal é semelhante ao exame tradicional. A diferença está apenas na qualidade da imagem. O transdutor é introduzido na vagina com o máximo de cuidado e lubrificação, e o procedimento costuma ser bem tolerado. Em alguns casos, pode haver leve incômodo, mas nada muito diferente do que já ocorre em exames ginecológicos comuns.
Por que esse exame é importante?
Em casos de endometriose, ter um diagnóstico preciso pode evitar cirurgias desnecessárias e orientar a escolha do melhor tratamento. O ultrassom com preparo intestinal é uma das ferramentas mais eficazes para isso. Ele permite que o ginecologista visualize com clareza estruturas que, em um exame convencional, poderiam passar despercebidas.
Esse tipo de ultrassom também é útil no acompanhamento pré-operatório e no planejamento cirúrgico, permitindo uma abordagem mais segura e individualizada para cada paciente.
Se o seu médico solicitou esse exame, vale entender que não se trata de um procedimento mais complicado, mas sim de um cuidado a mais com a sua saúde. Ao permitir imagens mais detalhadas, o preparo intestinal pode fazer toda a diferença na investigação de sintomas como dor pélvica crônica, dor na relação sexual ou infertilidade.
Para esclarecer dúvidas e receber uma orientação individualizada sobre o seu caso, você pode agendar uma consulta com o Dr. Leonardo Rezende.
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